SIMULAÇÕES
DE TRANSITÓRIOS ELETROMAGNÉTICOS:
A SEL possui recursos
para realizar ensaios de modelo em sistemas de potência em seu Laboratório
de Campinas, utilizando-se de simuladores digitais tipo SEL 4000/ SEL AMS.
A SEL gera arquivos em COMTRADE para injeção de correntes e tensões nos relés
a serem avaliados, verificando seu comportamento antes da entrada em operação,
bem como realizar um estudo de adequacidade dos ajustes implementados. Não
se trata de simulação em tempo real. Com a simplificação e redução de custos,
este tipo de estudos encontra aplicação em sistemas de distribuição e industriais
(estudos de saturação de TC’s, deteção de faltas de alta impedância, etc)
Exemplos de estudos de
transitórios eletromagnéticos que são feitos em Campinas :
- Ensaio
de Teleproteção em Linhas de Transmissão
- Ajuste
da Função de Perda de Sincronismo ( ANSI 78) de Gerador
- Ajuste
da restrição de 2. harmônica de relé diferencial de transformador
- Ajuste
da unidade instantânea em relé de sobrecorrente em condições de saturação
de TC´s
Agenda:
SEL
solicita todos os dados para casos bases no ATP com 3 meses de antecedência.
Caso o cliente possua caso base disponível e que possa ser usado para gerar
os testes, os mesmos devem ser enviados com 2 meses de antecedência.
SEL
fornecerá uma solicitação dos dados para construir o modelo no ATP em 2 semanas
após a confirmação da realização de tais testes. SEL irá rever os dados em
2 semanas onde poderá solicitar dados adicionais.
O
desenvolvimento da modelagem se iniciará quando todos os esclarecimentos e
dados necessários estiverem nos arquivos da SEL.
SEL
fornecerá descrição detalhada da sequência de testes, para aprovação do cliente,
2 semanas após recebimento dos dados pertinentes. Esta sequência de testes
deverá ser aprovada pelo cliente antes do início dos testes. Se eventual alteração
for necessária a SEL necessitará de mais 2 semanas para acertá-los;
Duração
Prevista para a realização de modelagem e testes em Campinas-SP e elaboração
de relatório é de 5 semanas;
2- DESCRIÇÃO DE ROTEIRO DE ENSAIOS
DE MODELO DE SISTEMAS DE POTÊNCIA
Os
testes de modelo são divididos nas etapas detalhadas abaixo, tomando como
base ajustes e testes de 1 linha de 500KV, com 1 semana de acompanhamento
do usuário/ cliente.
- Determinar ajustes dos relés à partir de dados do
sistema em regime permanente;
- Pré-testes dos casos para validar os ajustes propostos;
- Desenvolver casos bases no ATP;
- Elaborar os estudos no ATP;
- Converter as saídas do ATP em formato COMTRADE;
- Efetuar Interligação dos relés nas unidades de simulação
(SEL AMS);
- Testes de funções gerais e fiação;
- Realizar testes de desempenho nos relés com os ajustes
determinados acima, aplicando todas as faltas em todos locais de acordo
com a série de testes proposta;
- Registrar resposta dos relés para todos os testes;
- Registrar qualquer outro evento significativo;
- Fornecer ajustes dos relés;
- Fornecer a sequência de eventos gerada pelo relé durante
os testes em formato eletrônico;
- Elaborar relatório.
Série de Testes Propostos:
SEL
propõe que os seguintes testes sejam realizados:
- Aplicar faltas atrás do relé para cada terminal de
linha;
- Aplicar uma falta diretamente na frente do relé em
cada terminal de linha;
- Aplicar faltas ao longo da linha em incrementos de
25%, onde apropriado. Em linhas curtas ( comprimentos menores que 50 Km),
as faltas serão aplicadas somente no meio da linha;
- Aplicar faltas internas e externas com alta resistência
de arco para determinar limites de sensibilidade do relé;
- Aplicar faltas evolutivas internas e externas durante
intervalo de abertura monopolar;
- Aplicar faltas evolutivas internas e externas durante
uma existente condição de disparo monopolar;
- Realizar testes “Close onto faulted” para condições
máximas e mínimas do sistema;
- Aplicar faltas em locais selecionados para verificar
lógica de correntes reversas;
- Aplicar faltas em localizações pré-selecionadas para
verificar disparo temporizado de retaguarda;
- Verificar tentativas com e sem sucesso de religamento
automático, que devem incluir testes de verificação de tensão e sincronismo.
Porém, caso o cliente exija testes de religamento completos, deve-se utilizar
RTDS ao invés da caixa de testes AMS;
- Analisar condições para falha do disjuntor;
- Realizar testes em condições de carga pesada e leve;
- Realizar testes para faltas fase-terra, bifásicas,
bifásicas à terra e trifásicas em todas localizações propostas;
- O número de casos poderá estabelecido de comum acordo
entre o cliente e a SEL , mas neste caso estamos supondo 80 casos.
Requisitos Para Desenvolver Modelagem no ATP
- Unifilar do sistema, mostrando as linhas à serem testadas
e as linhas/fontes na área de teste;
- Dados detalhados das linhas para testes. Os dados
da linha devem incluir configuração da torre, espaçamento entre fases ,
número de condutores por fase e espaçamento entre condutores, do feixe,
características do condutor( resistência, diâmetro, etc), altura do condutor,
dados do cabo guarda ( mesmas do condutor principal), pontos de transposição
e comprimento da linha. Os dados da linha também devem incluir informações
sobre linhas paralelas e distâncias entre estas linhas e aquelas objeto
de estudo;
- Dados das linhas que não serão testadas devem incluir
no mínimo as impedâncias de sequência positiva e zero, impedâncias mútuas
de sequência zero com outras linhas e comprimentos das linhas;
- Dados de qualquer compensação shunt, como localização
e impedâncias de capacitores shunt , bem como informações de configuração
de chaveamento e parâmetros operacionais;
- Dados de qualquer compensação série, como localização
do capacitor série, impedâncias e características de proteção. Dados devem
incluir características do varistor (MOV), níveis de gap, reatores e resistores
de amortecimento, tempos de operação do disjuntor de bypass (abertura e
fechamento) e unifilar detalhado do esquema de proteção e controle do capacitor
série;
- Dados detalhados de Impedância de transformadores,
incluindo tensões nominais para todos enrolamentos, corrente de magnetização
ou de excitação em valores nominais, perdas de curto-circuito na frequência
nominal e impedância de curto-circuito entre enrolamentos.
- Informações detalhadas dos TC’s e TP’s. Para os TC’s
devem-se fornecidos RTC’s, características de saturação e burden do secundário
em vazio e com o relé conectado. Para os TP’s os dados devem ser RTP’s,
pilha de capacitores no caso de CCVT , tensão primária, burden do enrolamento
secundári e dados do circuito de supressão de ferroressonância;
- Impedâncias das fontes de todas as barras modeladas
no caso de teste. Estes dados devem incluir valores de impedância para todos
casos testados e condições de mínima e máxima geração. Tais imedâncias deverão
ser fornecidas em valores de sequência positiva e zero;
- Descrição das sequências de disparo e religamento;
- Dados de condições máximas e mínimas de fluxo de carga,
que devem incluir para cada linha fluxos de potência ativa e reativa e tensões
em cada barramento.
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Em casos
especiais, para simulações em tempo real, a SEL Brasil
utiliza RTDS (Real Time Digital Simulator) da Matriz, nos Estados Unidos. |
3- VANTAGENS DO PROGRAMA ATP EM RELAÇÃO
AOS PROGRAMAS DE CURTO-CIRCUITO CONVENCIONAIS
UTILIZADOS EM ESTUDOS DE PROTEÇÃO:
- Modelagem real de todos
os componentes do sistema elétrico, resultando em simulações reais de faltas
e de condições anormais no sistema;
-
Modelagem
de TC’s com a sua característica real de saturação proporcionando a corrente
secundária real que irá circular pelo relé;
-
Modelagem
real dos geradores proporcionando as influências das impedâncias subtransitórias
e transitórias nas faltas;
-
Modelagem
real dos transformadores monofásicos e trifásicos, baseados nas impedâncias,
relação de transformação, tipo de conexão angular, etc;
-
Modelagem
de Linhas de transmissão utilizando parâmetros distribuidos gerados a
partir das geometrias das torres de transmissão, tipo de solo, cabos,
etc;
-
Modelagem
de cargas, reatores e capacitores;
-
Modelagem
de esquemas de proteção, de algoritmos de relés digitais, de lógicas internas
de relés, etc;
-
Solução
fasorial trifásica inicial e solução no tempo para fenômenos transitórios
e dinâmicos pelo método da integração trapezoidal. A solução fasorial
trifásica pode já conter desequilíbrios como faltas de qualquer tipo ou
qualquer outro tipo de desequilíbrio. A solução fasorial é a condição
inicial para o regime transitório. Neste último regime as faltas podem
ser aplicadas e eliminadas no tempo. Os disjuntores podem ser chaveados
a qualquer instante;
-
Controle
do ângulo de incidência da falta proporcionando a maximização da componente
contínua da falta que é fator mais crítico para saturação do TC;
-
Geração
de arquivos no formato Comtrade das simulações de faltas. Estes arquivos
podem ser utilizados pelo Simulador de Sistema de Potência SEL4000 para
injeção direta aos relés em tempo real. É um ensaio real do relé com qualquer
tipo de falta no sistema. Pode-se simular as piores condições de falta
para verificar os ajustes do relé;
-
Uma
vez montado o caso base as simulações de falta são bastante rápidas. Nos
ensaios de modelo normalmente são simuladas várias centenas de faltas
dos mais variados tipos e localizações para serem injetadas aos relés
em tempo real mediante Simuladores de Sistema de Potência. O ajuste do
relé é exaustivamente testado para todas as condições reais de falta e
situações anormais no sistema. Com este tipo de ensaio os ajustes calculados
podem ser otimizados e/ou corrigidos e também os esquemas de proteção
projetados podem sofrer modificações para atender plenamente aos requisitos
de proteção.
4- LISTA DOS PRINCIPAIS DADOS DE EQUIPAMENTOS
PARA MODELAGEM NO ATP
Os
principais dados necessários estão relacionados a seguir. Dependendo do tipo
de estudo, por exemplo, aqueles que não exigem muito detalhamento, alguns
dados não disponíveis poderão ser desprezados quando o modelo assim o permitir
ou poderão ser estimados quando o modelo exigir. Normalmente os relatórios
de ensaios dos equipamentos contem a maioria dos dados necessários.
1-
DIAGRAMA UNIFILAR
Diagrama
unifilar de proteção e controle detalhado, da instalação. Descrição das alternativas
de operação.
2
- GERADOR E MOTOR SÍNCRONO (>100 HP)
Número de pólos. Potência
nominal (MVA). Tensão nominal (kV). Curva de saturação à vazio. Resistência
da armadura (Ra-pu). Reatância de dispersão (Xl-pu). Reatância síncrona de eixo.direto
(Xd-pu). Reatância síncrona de eixo em quadratura (Xq-pu). Reatância transitória
de eixo.direto (X'd-pu). Reatância transitória de eixo em quadratura (X'q-pu).
Reatância subtransitória de eixo direto (X"d-pu). Reatância subtransitória
de eixo em quadratura (X"q-pu). Constante de tempo transitória em circuito
aberto (T'do-seg) e em curto-circuito (T'd-seg). Constante de tempo transitória
de eixo em quadratura em circuito aberto (T'qo-seg) e em curto-circuito (T'q-seg).
Constante de tempo subtransitória de eixo direto em circuito aberto (T"qo-seg)
e em curto-circuito (T"q-seg). Constante de tempo subtransitória de eixo
em quadratura em circuito em circuito aberto (T"qo-seg) e em curto-circuito
(T"q-seg). Reatância de sequência zero (Xo-pu). Resistência de aterramento
do neutro do gerador (Ohms ou pu referido ao primário). Constante de inércia
(H em kWs/kVA ou W em WR^2.ft-lb^2).
3 - TRANSFORMADOR ELEVADOR
Potência. Tensões dos
enrolamentos. Impedância em %. Grupo de deslocamento angular. Perdas no cobre.
Tipo de TF (monofásico ou trifásico do tipo envolvido ou envolvente).
4 - LINHAS DE
TRANSMISSÃO
Impedância de sequência
positiva. Impedância de sequência zero. Susceptância de sequência.positiva.
Susceptância de sequência zero. Comprimento.
5 - TC
Relações de transformação.Resistência
secundária. Curva de saturação. Classe de precisão.
6 - TP
Relações de transformação.
7 - TRANSFORMADOR
DE ATERRAMENTO DO NEUTRO DO GERADOR
Relação de transformação.
Resistência conectada no secundário em Ohms.
8 - EQUIVALENTE
DO SISTEMA
Equivalente de sequência
positiva e zero na barra da concessionária onde está conectada a indústria.
Pode ser em por unidade referida a uma potência base.
9 - MOTOR DE INDUÇÃO (>100HP)
Tipo do Rotor. Frequencia
do sistema. Tensão Nominal. Potência nominal (HP). Velocidade síncrona (rpm).
Fator de potência. Escorregamento a plena carga (%). Eficiência a plena carga
< 1-slip /0.75 (p.u). Corrente de partida (p.u.). Torque de partida (p.u.).
Torque máximo (pu). Constante de inércia (H em kWs/kVA ou W em WR^2.ft-lb^2).
Torque com escorregamento nominal (p.u.). Corrente de início de saturação
(p.u.).
10 - RESISTOR,
REATOR E CAPACITOR
Eventuais
resistores de aterramento de neutro de TF’s em Ohms, reatores série ou em
derivação em Ohms ou henries e banco de capacitores série ou paralelo em Ohms
ou microfarads.
11- DISJUNTORES
OU RELIGADORES
Disjuntores em caixa moldada
com sua respectiva proteção (manual de instruções e ajustes), e religadores
automáticos com seus respectivos manuais de ajustes das proteções.
12
- CABOS SECUNDÁRIOS DOS TC’S ATÉ OS RELÉS
Bitola e tipo dos cabos
ou valores da resistência e indutância por unidade de comprimento. Comprimento
aproximado.
13 - RELÉS
Tipo dos relés e manuais
de instrução. Ajustes implantados. Curva do “Burden” em relação a corrente
quando se tratar de relé eletromecânico.
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